quinta-feira, junho 29, 2006

Cardeal da Cúria sobre pontos negativos da reforma litúrgica

O Secretário da Congregação para o Culto Divino, o Arcebispo Albert Malcom Ranjith Patabendige Don admitiu resultados negativos advindos da reforma litúrgica pós-Vaticano II, listando o "abandono do sagrado e do místico", a confusão entre o sacerdócio comum de todos os fiéis e o sacerdócio do ministro ordenado e o errôneo conceito de Eucaristia como banquete, em vez renovação do sacrifício do calvário.



Podemos exemplificar bem esses três aspectos negativos assinalados pelo Arcebispo da Cúria Romana:



i) abandono do sagrado e do místico - pode-se ver isso facilmente em qualquer Igreja, em qualquer Missa. As pessoas não se ajoelham mais perante o Sacrário, fazendo uma inclinação de má vontade. Não há a menor solenidade, não há praticamenete nada que evoque o sobrenatural da ação sublime que se passa no altar, mas unicamente a dimensão humana, como se a Missa se tratasse de nós e não de Deus; como se a Missa fosse para nos fazer sentir bem e não para adorar a Deus, agradecê-lo, pedir perdão pelos nossos pecados e pedir a graças que precisamos para a nossa salvação.



ii) a confusão entre o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio do ministro ordenado. Os ministros ordenados são aqueles que receberam o Sacramento da Ordem, foram escolhidos por Deus Nosso Senhor para renovar o seu sacrifício, para perdoar os pecados, para serem pastores realmente, enfim,, aproximando-se sobremaneira de Cristo. Devem ser outro-Cristo, de tão perto que devem seguir o Divino Mestre. Ora, a dignidade desses ministros ordenados é muito superior a de um leigo (não quer dizer que sejam mais santos), eles são consagrados para isso. Confundir o sacerdócio comum com esse excelso sacerdócio é, em certa medida, enfraquecer a própria figura de Nosso Senhor, é querer tirar a autoridade daquele que é enviado por Nosso Senhor para ensinar. Daí ninguém mais querer obedecer aos Padres. E os Padres, errando, começam a fazer o que os leigos querem. Vê-se essa confusão claramente, com leigos fazendo leituras durante a Missa, com leigos fazendo homilias, com leigos fazendo imposição das mãos, como se tivera algum poder e diginidade para assim o fazer. Uma confusão completa. O Sacerdote não é igual ao leigo. Ele é superior, tem maior dignidade. Isso não quer dizer, obviamente, que tenha maoir santidade.



iii) a Eucaristia entendida como banquete e não como sacrifício é o mais fácil de se perceber. Basta ir à Igreja e ver que a Missa aparenta ser uma festa e não a renovação do sacrifício do calvário perpetuado nos alteras. A Missa parece uma festa, com palmas, cantos melosos, rock, samba. As pessoas apenas pedem e pedem aquilo que lhes agrada. Na verdade, devemos nos ajuntar ao sacrifício de Cristo, estarmos prontos para negar-mos a nós mesmos e tomar a nossa cruz e seguir Nosso Senhor. No ofertório, devemos entregar totalmente a nossa vida a Nosso Senhor, assim como Ele se entrgou por nós. Devemos nos subemter totalemente à vontade dEle, pronto a aceitar com paciência as cruzes que nos vierem. Não aquilo que nos faz sentir bem, mas aquilo que é para maior glória de Deus.
Diz ainda o Arcebispo que o Papa conhece tudo isso, que ele sabe as questões, que está muito consciente da situação e que ele (o Papa) está refletindo.



Rezemos nós pelo Papa Bento XVI.