terça-feira, abril 25, 2006

SCUTUM FIDEI

In omnibus sumentes scutum fidei in quo
possitis omnia tela nequissimi ignea extinguere
et galeam salutis adsumite et gladium Spiritus
quod est verbum Dei
(Epistula ad Ephesios 6, 16-17)


Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais
apagar todos os dardos inflamados do Maligno.
Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada
do Espírito, isto é, a palavra de Deus. (Efésios 6, 17-17)

São três as virtudes teologais: fé esperança e caridade. A primeira delas é a fé, sem a qual as outras duas não são possíveis.

A fé traz quatro benefícios:

1. a união da alma com Deus.
2. o início da vida eterna em nós, já que a vida eterna nada mais é que o conhecimento de Deus.
3. a orientação reta para a nossa vida presente.
4. por ela vencemos as tentações.

As palavras de São Paulo aos Efésios referem-se, antes de tudo, ao quarto benefício. Empunhai o Escudo da Fé. E aqui nesse blog o Escudo da Fé será utilizado para defender Nosso Senhor, e a Espada do Espírito - a Palavra de Deus - será usada para atacar os inimigos da Igreja.

É pela fé que nos mantemos firmes em Deus Nosso Senhor. É pelo Escudo da Fé que evitamos e vencemos os erros.

É pela fé que temos esperança. Obviamente, tem-se esperança no que se acredita. É da fé e da esperança que nasce a caridade - o amor a Deus. Todo homem ama aquilo no que acredita e aquilo que espera.

Abraão teve fé. Issac (filho de Abraão) é a esperança que vem da fé de Abraão. Um filho na velhice. De Abraão e Isaac vem Jacob (filho de Isaac), que é a caridade.

Assim explica São Tomás na Catena Aurea Catena Aurea:

En sentido moral Abraham significa para nosotros la virtud de la fe por su ejemplo, leyéndose de él: "Abraham creyó a Dios y le fue imputado a justicia". Isaac significa esperanza, porque se traduce risa, pues fue el gozo de sus padres. Pero la esperanza es nuestro gozo, porque nos hace aguardar los bienes eternos y gozarnos en ellos. Luego Abraham engendró a Isaac, porque la fe engendra la esperanza. Jacob significa caridad, y la caridad abraza las dos vidas: la activa por el amor del prójimo y la contemplativa por el amor de Dios. La activa está figurada en Lía, la contemplativa en Raquel. Pues Lía significa "la que trabaja", y la vida activa está en el trabajo; Raquel "principio visto", y por la vida contemplativa vemos nuestro principio, que es Dios. Nace, pues, Jacob de dos padres, porque la caridad nace de la fe y de la esperanza, porque todos amamos lo que creemos y esperamos."

A fé é o começo da vida epiritual do Cristão.

1 Comments:

At quinta-feira, 27 abril, 2006, Anonymous Alexandre Pinheiro said...

Acho que seria interessante fazer uma complementação.

Infelizmente, muitos católicos, hoje, não sabem nem precisar o que seja fé, e, movidos pela heresia do modernismo, associam a fé com um sentimento, uma sensação. Assim, se durante a Santa Missa "sinto a presença de Deus", saio tranquilo e bem da celebração do Santo Sacrifício. Ora, Deus é espírito, e não podemos senti-Lo enquanto tal.

A fé, na verdade, é o assentimento (consentimento) intelectual às verdades reveladas por Deus. Quando digo que eu creio em um só Deus, minha inteligência está reconhecendo que só é possível existir uma causa primeira de tudo, um só infinito, que é Deus. E assim por diante, em cada um dos artigos de fé que professamos.

Isso, obviamente, não é uma criação minha, mas a doutrina perene da Santa (e nunca pecadora) Igreja, que passa ao largo das estanhas celebrações da Renovação Carismática "Católica".

Veja, por exemplo, que o Concílio Vaticano Primeiro declarou:

"1789 Visto que o homem depende inteiramente de Deus como seu Criador e Senhor, e que a razão criada está inteiramente sujeita à Verdade incriada, somos obrigados a prestar, pela fé, à revelação de Deus, plena adesão do intelecto e da vontade. Esta fé, porém, que é "o início da salvação humana", a Igreja a define como uma virtude sobrenatural pela qual, inspirados e ajudados pela graça, cremos ser verdade o que Deus revelou, não devido à verdade intrínseca das coisas, conhecida pela luz natural da razão, mas em virtude da autoridade do próprio Deus, autor da revelação, que não pode enganar-se nem enganar".

Alexandre

 

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